Sites Grátis no Comunidades.net






 

 

 

 

Mas ele disse: Antes

bem-aventurados

os que ouvem a

palavra de Deus e a

guardam. Lucas 11:28

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Chegai-vos a Deus,

e ele se chegará a vós.

Alimpai as mãos,

pecadores; e, vós

de duplo ânimo,

purificai os corações.

Tiago 4:8

 

Toda a Escritura é divinamente

inspirada, e proveitosa para

ensinar, para redargüir, para

corrigir, para instruir em justiça;

Para que o homem de Deus

seja perfeito, e perfeitamente

instruído para toda

 a boa obra. 2 Timóteo 3:16-17

 


VISÃO CELULAR
VISÃO CELULAR

 

                                Visão Celular - A origem

 


  O Pentecoste e os primeiros cristãos


 
O Novo Testamento   mostra que os discípulos constituíram-se em alicerces para a edificação da   igreja. Podemos notar isto nas palavras dirigidas particularmente a Pedro   (Mateus 16:18) e na profecia do comissionamento universal, sob a direção do   Espírito Santo (Atos 1:8,9). A forma evidente da igreja se manifestar,   portanto, a partir do evento do Pentecoste.
Neste   dia os discípulos receberam o poder do Espírito Santo, que os capacitou com   virtude e poder extraordinário para testemunhar ao mundo a salvação de Deus   em Cristo Jesus. Foi assim que nasceu a primeira comunidade (igreja) cristã   na cidade de Jerusalém, que a história considera como Igreja Primitiva.

Igreja Primitiva

 

A Igreja Primitiva reunia todos os   primeiros seguidores de Jesus (incluídos os 12 apóstolos), que residiam em   Jerusalém ou os que lá permaneceram depois das festividades da Páscoa, evento   em que Jesus fora preso, julgado, condenado e morto injustamente. A grande   maioria deles esteve também no último encontro de Jesus com os seus   discípulos, quarenta dias após sua ressurreição, no Monte das Oliveiras, onde   receberam a promessa do Espírito Santo (Atos 1:1-19).

No início a Igreja parecia uma seita   judaica, vez que seus membros obedeciam ainda a lei mosaica, frequentava   fielmente o Templo e as sinagogas. Tanto assim que seus membros não eram   chamados de cristãos. Isto só ocorreu alguns anos depois em Antioquia. A   maioria era de judeus que acreditavam que o Messias era Jesus Cristo e que o   seu reino já estava presente em Jesus. Parte desses judeus seguidores de   Jesus provinha das comunidades judaicas da dispersão, que foram à Jerusalém   nas festividades da Páscoa e se converteram no Pentecoste ou depois dele.

 

 

A Igreja primitiva se espalha

 

Essa perseguição foi, até certo   ponto, benéfica para a igreja. Deus aproveitou a oposição dos judeus ao   crescimento da Igreja para espalhar os discípulos de Jesus pelo mundo, fora   de Jerusalém.

Na Palestina havia aumentado a   instabilidade política e militar imediatamente após a morte de Cristo. Muitos   judeus, cansados do jugo do romano, aderiram a movimentos armados e de   insurreição pública contra Roma. Uma rebelião generalizada aconteceu no ano   70, quando então os romanos decidiram enviar uma expedição militar grande à   região da Judéia, comandada pelo general romano Tito, e derrotaram os judeus.   Em Jerusalém o templo foi destruído e muitos habitantes debandaram para   regiões distantes. Essas duas situações (perseguição judaica e fuga para   outros territórios seguros), ajudaram a transplantar o evangelho para as regiões   distantes de Jerusalém.

Muitos apóstolos saíram de Jerusalém   por conta desses problemas e comandaram a evangelização em outras partes.   Dados históricos do ministério dos doze, e dos milhares de missionários e   pregadores itinerantes que alvoroçaram o mundo romano antigo, são escassos,   praticamente inexistentes. Os mais conhecidos são aqueles que o próprio Novo   Testamento descreve, bem como a literatura produzida pelos cristãos daquela   época e que sobreviveu até hoje.

Em Antioquia, cerca de 500 km ao norte   de Jerusalém, refugiados cristãos começaram a pregar não somente aos judeus,   mas também aos gentios, que se convertiam ao evangelho cristão (Atos   11:19-21). Aí também se formou o primeiro núcleo da Igreja, cujos membros   foram pela primeira vez chamados de "cristãos" (Atos 11:26). A   Igreja de Antioquia foi também o primeiro centro missionário da história da   igreja. Por inspiração do Espírito Santo, ela comissionou Saulo de Tarso e   Barnabé enviando-os a pregar às regiões distantes, tanto para judeus quanto   para os gentios (Atos 13:1-3). Das centenas de missionários que alvoroçaram o   mundo dessa época, poucos nos são conhecidos. O mais conhecido de todos é sem   dúvida o apóstolo Paulo, o ex-rabino (mestre da Torá). Paulo concentrava suas   atividades nas principais cidades do leste do mar Mediterrâneo (Chipre e Ásia   Menor), onde o cristianismo floresceu mais rapidamente, até ser preso. Morreu   como mártir crucificado em Roma, durante a perseguição de Nero, provavelmente   no ano 67.

 

Nasce a igreja da resistência e da   fidelidade.

 

    Depois da morte dos apóstolos,   começou uma nova era para a igreja. É a Igreja Pós-apostólica, porque quase   todos os apóstolos (os Doze) já haviam falecido. Novos líderes capazes   designados historicamente de pais da igreja (ou pais apostólicos) se   despontariam como os instrumentos de Deus para a consolidação da obra   começada na Igreja Primitiva.

O   que é absolutamente impressionante desse período é o fato de que a igreja   cresceu em meio à perseguição dos romanos. A história da perseguição dos   cristãos pelos romanos começa no ano de 64. Jesus nasceu, quando os romanos   dominavam o mundo e que o cristianismo se desenvolveu sob o domínio do   império romano.

Portanto,   apesar de o número de cristãos ser relativamente pequeno ao tempo da morte   dos apóstolos, uma característica da igreja dessa época foi realmente a   rápida expansão. A pregação na época enfatizava o retorno iminente de Cristo,   mas quase um século havia passado e o Senhor não retornara. Por isso, a   segunda característica será a estagnação seguida da consolidação.

Quando lemos o   livro de Atos dos Apóstolos, vemos algo que todo líder de igreja gostaria de   ter: cultos onde houvesse salvação de vidas aos milhares, primeiro 3000,   depois 5000 pessoas, chegando, nos próximos, a contar multidões de   discípulos; outros são os milagres, a presença do Senhor com eles, realizando   sinais e maravilhas.

Havia um alto   índice de analfabetismo e nenhum escrito à disposição até a primeira metade   do século. Os cristãos utilizavam uma área externa do templo em Jerusalém   para se reunirem, soma-se a isso, o fato de eles estarem sob o domínio do   império romano. Isso nos faz pensar, desejar e buscar uma igreja igual, no   que se refere aos seus resultados. Uma igreja que os vizinhos sentiam prazer   em tê-los por perto, pois caiam na simpatia e na graça deles, mostrando que   havia envolvimento, (At. 2.37.47). Eles conheciam as mudanças acontecidas nas   vidas dos irmãos, diferente de muitos dos atuais cristãos, que não querem se   envolver com o próximo para não se “mancharem com o pecado”.

Razões da perseguição.

Já por algum tempo desde os   primeiros tumultos entre judeus e cristãos em Jerusalém, os cristãos eram   acusados pelo povo de algumas coisas que chamavam a atenção das autoridades   romanas.

Acusações populares contra os   cristãos: Por causa das refeições comunitárias, comuns entre os cristãos   desde os tempos do Pentecoste (ver Atos 2), que denominavam de Festa do Ágape   (Festa ou Refeições do Amor, da Comunhão), foram acusados de imoralidade   (dizia-se que promoviam encontros de amor livre, em que mães podiam ter   contato sexual com filhos e pais com filhas); Por outro lado, por causa da   liturgia da Ceia do Senhor (refeição em memória do Senhor Jesus) em que   "se comia o corpo de Cristo e se bebia o seu sangue" simbolizados   pelo pão e vinho, a opinião popular difama-os como praticantes de   canibalismo. Como também se negassem a consumir carnes, alimentos, adereços e   objetos consagrados aos deuses pagãos (ídolos), base da economia e do   comércio em muitas regiões do império romano, bem como a recusa a observar   certos costumes sociais de inspiração religiosa pagã, foram difamados como   anti-sociais, inimigos do bem-estar comum e até mesmo da república.

A acusação mais perigosa veio, no   entanto, das autoridades romanas. Como também se negavam a adorar o imperador   como Deus, foram oficialmente acusados de desleais ao imperador e de ateus   (negavam a existência do imperador como deus). Foi assim que a igreja caiu   sob a perseguição dos romanos.

Como consequência da perseguição   aconteceram três coisas importantes: um grande crescimento da igreja e o   surgimento de dois tipos de literatura: as biografias ou testemunho dos   mártires e manuais de defesa da fé cristã.

Era comum os Martirologos. Os   "atos dos mártires" descreviam o exemplo de fidelidade dos cristãos   que se recusavam a apostatar da fé e adorar o imperador; descreviam ainda   como eram presos, torturados, queimados, decapitados, exilados ou entregues   aos animais para serem devorados em circos públicos. O amor de muitos   cristãos pelo reino de Deus e pelo salvador Jesus Cristo era tal que   procuravam mesmo o martírio como forma de testemunhar do Evangelho.

Graças aos "atos de   martírio" é conhecido o testemunho de perseverança de notáveis homens e   mulheres de Deus, especialmente no segundo século. Os mais notáveis foram   Inácio, bispo de Antioquia, morto em 115, Policarpo, bispo de Esmirna, morto   em 156 e Justino "o Mártir", morto em 165.

A segunda consequência importante   foi o crescimento de igreja. Certa vez o teólogo cristão Tertuliano, importante   defensor da fé nessa época, escreveu que o sangue dos cristãos é a semente da   igreja. Quanto mais eram perseguidos, mais os cristãos se sentiam encorajados   a testemunhar as glórias da fé cristã. Disto resultou um crescimento que   assombrava as autoridades romanas ao verificarem o fato. O imperador Trajano   chegou a ordenar que se parasse a matança dos cristãos porque quanto mais   eram mortos, mais corriam para o martírio como as abelhas correm para as   colméias.

No fim do terceiro século, estima-se   que a população da igreja oscilava entre 5 e 15 por cento da população do   império, que girava em torno de 50 a 75 milhões de pessoas.

 

O problema das heresias na Igreja   Antiga

 

Daí em diante, nos primeiros dois   séculos da era cristã, a Igreja obedeceu à ordem de disseminar e ensinar as   boas novas do Evangelho. Porém, do terceiro século em diante, apesar do   crescimento acelerado, a obra de educação cristã não acompanhou este crescimento.   Milhares de pessoas foram batizadas sem instruções. Como resultante da falta   de conhecimento da Palavra, muitas práticas erradas entraram no cristianismo.  

Entre os grandes problemas   enfrentados pela igreja na era apostólica a infiltração de heresias foi, sem   dúvida, o maior. Do ponto de vista teológico, heresia é toda aquela doutrina   que não está de acordo com os ensinamentos bíblicos ou, no caso da igreja   antiga, as doutrinas que eram contrárias a pregação e ensino dos apóstolos de   Cristo.

Apareciam na igreja pessoas   (mestres) que ensinavam doutrinas e filosofias falsas ou erradas. Por   exemplo, alguns desses mestres hereges diziam que o Deus mencionado no Antigo   Testamento e adorado pelos judeus, que é o criador do mundo, não é o ser   supremo e nem pode sê-lo. Outros ainda diziam que Cristo não é divino, mas   apenas um homem que se tornou Deus. Sem dúvida alguma, estas eram heresias.   Vejamos as principais heresias enfrentadas pela igreja primitiva:

 

 

1.   Gnosticismo

O gnosticismo é uma estranha mistura   de idéias religiosas e filosóficas baseadas nos pensadores gregos e nas   religiões de mistérios do oriente.

 

2.   Docetismo

Ensinava que Jesus Cristo não   possuía um corpo real, mas apenas uma aparência de corpo. E porque não   possuía um corpo verdadeiramente humano, tanto a sua morte quanto a sua   ressurreição foram apenas aparentes embora tivessem acontecido de fato aos   olhos humanos.

 

3.   Marcionismo

Ensinava que o mundo foi criado por   um Deus inferior - o Deus do Antigo Testamento. E que sendo o mundo mau por   natureza, não pode ter sido criado pelo Deus de bondade e graça ensinado no   Novo Testamento.

 

4.   Montanismo

Montano auto-proclamou-se como o   novo "profeta espiritual" de Cristo, portador da segunda e última   revelação profética. Condenavam todo e qualquer prazer ou divertimento do   mundo. Anunciavam que o fim do mundo estava prestes a acontecer, e que a   alegria e o prazer são proibidos aos cristãos.

 

5.   Monarquianismo

O termo vem da palavra monarca, isto   é, um só rei. Contra a doutrina bíblica da Trindade ensinada na igreja, os   monarquianos ensinavam que Deus é uma só pessoa (um monarca). Deste modo   preocupavam-se em preservar a doutrina monoteísta do Antigo Testamento. Mas a   dificuldade surgiu na hora de explicar o significado das três pessoas   afirmadas no Novo Testamento (Mateus 28:19).

 

O fim do período herético

 

A cegueira espiritual que as falsas   doutrinas trouxe à Igreja, perdurou até o século XVI, quando os reformadores   Lutero e Calvino reintroduziram o ensino bíblico ao povo. Na Alemanha, Lutero   enfatizou que cada cristão tivesse a Bíblia em sua própria língua para poder   ler as Escrituras por si mesmo. Traduziu a Bíblia latina para o alemão.   Depois, escreveu dois catecismos (livros de instrução cristã): um para   adultos e outro para crianças.

 

As células de John Wesley

 

Calvino fundou, em Genebra, uma   Faculdade Evangélica de Teologia. No século XVII, Robert Raikes começou a   levar as crianças a sua casa aos domingos, ensinando-as a ler e escrever   tendo a Bíblia como texto. John Wesley gostou da idéia e ela espalhou-se em   grande escala. Nascia assim a EBD (Escola Bíblica Dominical). Wesley começou   a organizar os novos conversos em grupos pequenos para os discipular, e   aconselhava que estes grupos para melhor desenvolvimento didático, deviam ter   entre 12 e 20 discípulos.

O grupo de John Wesley foi apelidado de metodista   porque era um grupo extremamente disciplinado. Este grupo transformou-se em   um movimento que atingiu, no século XVIII, quase 1 milhão de pessoas na   Inglaterra. Charles Edward White, professor de Pensamento e História Cristã,   em Spring Arbor College, escreveu:


  “Wesley tinha condições de praticar   o que pregava sobre disciplina cristã porque ele tinha organizado seus   seguidores em pequenos grupos. Uma sociedade metodista incluía todos os metodistas   de uma área. Ela era dividida em grupos, ou classes, de 12 pessoas. As   pessoas se reuniam semanalmente para estudar a Bíblia, orar e testemunhar   sobre o estado de suas almas. Cada classe tinha um líder, que se reportava ao   pregador encarregado da Sociedade.”

 

Assim, o trabalho da igreja nas casas remonta do   início da igreja primitiva, não sendo algo criado nos últimos séculos, mesmo   tendo homens de Deus que o desenvolveram e contextualizaram, como David Yonggi Cho, Pastor da   Igreja do Evangelho Pleno, iniciou o trabalho com pequenos grupos nos lares   em 1964, expandindo para todo o mundo.

Com isso dizemos que esta estratégia de Células ou   Pequenos Grupos não é moderna. Não foi o Pr. Cesar Castellanos, nem mesmo o   Pr. David Yonggi Cho quem a criou. Na verdade, pequenos grupos, era o modelo   da Igreja Primitiva (percebemos ao lermos as cartas do Apóstolo Paulo). Esta estratégia   sempre existiu, sempre existirá e não é a única. Quem não a adota não está   fora do plano de Deus, mas está perdendo a oportunidade de adotar uma   estratégia bem-sucedida, embora haja a necessidade de uma adaptação à   realidade da igreja local. Ela é mais uma estratégia, não é “A Estratégia”.   Outras certamente virão, tornando as atuais, pouco recomendadas. A palavra   "visão" aqui, nada tem a ver com "revelação de Deus" e   sim com estratégia humana, que é muito bem vinda para o Reino de Deus, pois   foi Ele que nos capacitou com inteligência, poder de raciocínio e   sensibilidade para concepção de novas estratégias para a expansão do Seu   Reino.

As novidades teológicas e certas imposições   inovadoras (como a necessidade de se ir a Jerusalém, a pregação enfática   usando pessoas e símbolos do Velho Testamento, Shofar, etc....) nada tem a   ver com a "Visão Celular", mas são "crenças" de alguns   dos líderes que estão na visão. Aliás, isso não é moderno no Brasil. Muito   antes do surgimento das chamadas Igrejas em Células, já se fazia isto. O Pr.   Caio Fábio, Pr. Silas Malafaia e outros faziam caravanas para Jerusalém há   muito tempo. O que é moderno é o uso dos símbolos e festas Judaicas, que   alguns introduzem na Visão Celular.

Nos últimos anos, com o maravilhoso crescimento das   igrejas em células, muitas igrejas em todas as partes, estão implantando   grupos familiares, esperando um crescimento rápido, sem, contudo, entender   que estruturas novas e estratégias, por si só, não são sinônimo de avivamento   e de crescimento. David Yonggi Cho, citado acima, uma das maiores autoridade mundiais   sobre o crescimento da Igreja e pastor da maior igreja do mundo, é enfático   em seu livro Oração - A Chave do   Avivamento, quando diz que não haverá um novo derramamento do   Espírito Santo sem oração. "Creio   firmemente que pode haver avivamento em qualquer lugar, desde que as pessoas   se entreguem à oração", ele afirma.

"A História tem mostrado que o segredo de   todos os avivamentos que ocorreram na Igreja através dos tempos é a   oração", diz o pastor Cho. E, num verdadeiro passeio pela História da   Igreja, ele mostra no livro que, desde o princípio - da descida do Espírito   Santo, no dia de Pentecostes, quando "todos perseveravam unânimes em   oração..." (Atos 1:14), passando pelo envio de Paulo e Barnabé, que   desencadeou um grande avivamento no mundo antigo, e passando ainda pela   Reforma Protestante e pelo avivamento da época de John Wesley e, mais tarde,   de Charles Finney e Moody - até o Mover Pentecostal do início deste século,   tudo foi fruto de muito clamor, jejum e oração. E o pastor Cho ainda afirma:   "O que a Igreja precisa hoje é de um novo derramamento do Espírito   Santo. O que poderá produzir esse avivamento?   A resposta é um novo apelo à oração".

“O único segredo do   crescimento da igreja na Coréia é a oração; desde o início foi assim: Quando   iniciei meu ministério, em 1958, fui trabalhar num lugarejo, nas proximidades   de Seul. Armei ali uma barraca velha, que fora do exército dos Estados   Unidos, e me pus a pregar. Lembro-me muito bem de que morava na própria   barraca, e passava as noites em oração. Pouco depois, outros membros de nossa   pequena igreja passaram a orar comigo. Em pouco tempo, já havia mais de 50   pessoas passando a noite toda em oração".

“Até hoje, a oração continua sendo a   fórmula para expandir e manter o crescimento na Coréia. Nossa reunião de   oração tem início às cinco horas da manhã. Geralmente, oramos uma ou duas   horas, e só depois deste período é que começamos as tarefas do dia. Às   sextas-feiras, passamos a noite toda em oração. Muitos dos que nos visitam   ficam surpresos ao verem a igreja lotada para essas reuniões noturnas",   declara.

"Aprendemos a não apenas orar, mas também a   viver em oração. Jesus ordenou que orássemos sem cessar. Mas isto é   impossível para quem não está interessado em avivamento", nos ensina o pastor David Yonggi Cho.

Inspirados pelo testemunho e pelo exemplo da Igreja   coreana, oremos para que o Senhor desperte o seu povo para clamar por um   grande avivamento no planeta. Sem oração, o que iniciamos não vai passar de   estratégia humana e a colheita não será abundante, como a visão já dada à   nossa Igreja.

 

 

 

 

                  O Que é Uma Igreja em Células?

   

 

O nome célula é usado em virtude de seu   crescimento ser similar ao das células de um corpo humano em crescimento. Uma   criança cresce pela multiplicação constante das células de seu corpo. A falta   de crescimento indica que alguma coisa está errada e necessita de correção.   Assim, uma Igreja também deve ter crescimento pela multiplicação de suas   células.

Uma Igreja em Células não é uma Igreja tradicional.   Conceitos, métodos, programações e linguagem são diferentes. Só os   mandamentos, leis, estatutos e princípios da Palavra de Deus são imutáveis.   As pessoas não são frequentadores de “cultos”, mas são discípulos a serem   desafiados a construir relacionamentos e cooperar ativamente na edificação da   igreja e neles despertar o potencial que todos os filhos de Deus têm, de modo   a desempenharem os seus ministérios para serem participantes e não meros   espectadores.

Quando a igreja se congrega para celebrar ao Senhor   é a soma de todas as células onde semanalmente há vida. Nenhuma célula é   independente. Todas células estão debaixo de cobertura espiritual e seguem a   direção das autoridades constituídas na Igreja.

Na célula desenvolvemos amizades e relacionamentos mais   profundos entre os membros. O grupo serve como uma micro-Igreja, em que os   cristãos podem expor suas necessidades e dificuldades uns aos outros (sem   que haja cobrança, de nenhuma espécie) e manter total transparência entre   si, à medida que se adquire confiança. Mas só isso não é suficiente. É   preciso que o objetivo seja o de discipular as vidas que estão na célula. E   discipular, significa andar junto, ensinar e cuidar, da mesma forma que o   Mestre fez com os apóstolos.

 

                  

Eduardo Filho